segunda-feira, 2 de março de 2009

Como surgiu o Centro de Multimeios?



Um lugar feito de histórias. Histórias de sonho, paixão e aventura. Mas como a história real, de muito trabalho também. Assim nasceu o Centro de Multimeios. Do sonho de uma vida nova na cidade, na escola e no coração da gente, onde livros e crianças fossem tão importantes como ruas, merenda, prédios e política. Da paixão por Lobato, Perrault, Maria Clara Machado, Drummond, Pessoa, e muitas pessoas que atravessam, alimentam e tomam morada na casa e na escola dos nossos sonhos, abrindo-lhes novos horizontes e aventuras.

Tudo começou numa pequena biblioteca na sede da SEMEC, que abrigava um acervo minúsculo, mas que comportava muitos sonhos. Por lá já haviam passado muitas pessoas, que por amor aos livros foram escolhidos para espalhá-los nas escolas, contaminando professores e alunos. Entre elas Nazaré Cavalcante, a Pimentinha, pioneira na briga pela implantação de bibliotecas infantis nas escolas da rede municipal e,

posteriormente, coordenadora das Salas de Leitura resultado de um programa do MEC com o mesmo nome.

A partir de 1993, outros personagens passam a ocupar aquela pequena sala, trazendo os sonhos e o desejo de lutar por eles. Junto com eles, a notícia de que o programa havia chegado ao fim, e que as escolas deixariam de receber os preciosos livros.

- E agora, como continuar a história?

Surgem então idéias como o projeto “Lixo vira livro”, que associava compra de livros e educação ambiental, e que principalmente a de ampliar a biblioteca central da secretaria, de modo que ela centralizasse o acervo e as atividades de apoio à leitura planejada pela nova gestão. Para que os livros continuassem chegando às escolas, mesmo que em um sistema de rodízio, surgiram as caixas de leitura, que num primeiro momento foram destinadas às escolas rurais.

Nasce também o projeto “Vida nova na Escola”, que tinha como objetivo levar periodicamente até ela não só livros, mas junto com eles artistas como Matias, Hélio Melo, Dinho Gonçalves, Marília Bomfim, Cilene, Teca, Lulu, Zélia e Mirtes contando histórias, e muitos outros amadores e profissionais da fantasia. Projeto dispendioso, mas que dava a medida dos nossos sonhos e das nossas pretensões. Não continuou na forma original, mas assumiu outras, que hoje povoam o Centro de Multimeios.

Citamos nomes, mas alguns anônimos são fundamentais nesta história, pois mostraram que o sonho poderia estender-se além da secretaria, além das escolas alcançando outros espaços e personagens. Quando o centro era apenas uma idéia guardada naquela salinha da secretaria, eles começaram a aparecer e ensinaram muita coisa à equipe. Que lá trabalhava. Foi em junho de 1994. No início eram três crianças, mas em pouco tempo já eram aproximadamente cinqüenta, freqüentando assiduamente.

Sempre quando visitavam, traziam novos amigos, ouviam histórias, faziam o empréstimo de livros e a cada dia surgiam novas crianças das redondezas (Habitasa, Cadeia Velha, Baixa Habitasa, Cerâmica e até Sobral). Devido ao aumento da freqüência a equipe passou a planejar algumas atividades, como contação de histórias, projeção de filmes,

brincadeiras. No final do ano foram acrescentados aos livros alguns brinquedos, resultado do projeto de criação da Brinquedoteca Municipal, coordenado pela equipe do então Multimeios. A novidade causou sensação entre as crianças, mas os livros não foram esquecidos, muito ao contrário.

Com a parceria da Fundação Garibaldi Brasil, os sonhos e as sementes cresceram e brotaram clubinhos de leitura, brinquedos e brincadeiras, filmes, músicas, jogo de xadrez, teatro, desejo de conhecer outras línguas, histórias sem fim.

Sem fim, porque esperamos que esse sonho continue. Que seja como as histórias de Xerazade, que sabia interromper suas histórias no momento de maior suspense, garantindo a audiência no dia seguinte e com isso alimentando o desejo por mais e mais histórias. Como as que vamos conhecer agora, através de imagens e textos que fazem parte do dia a dia do Centro de Multimeios.

Porque o Multimeios é assim: uma história dentro da outra, uma puxa a outra, e assim vamos desfiando o nosso novelo de sonhos que viraram e estão virando realidade.

Para entremear estas histórias buscamos a companhia de autores e personagens que inspiram e alimentam o desejo de espalhar o prazer de descobrir as diversas linguagens do homem.

Secretaria Mun

icipal de Educação. Democratização e Modernidade Administrativa. Rio Branco, 1996. (Vida Nova na Escola)

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