quarta-feira, 20 de novembro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Ainda sobre o FETAC EM CENA 2013
Sobre bordados e paradigmas
*Helcio
Kovaleski
O início de “Chapeuzinho Vermelho”, do grupo Ciranda da
Leitura, de Rio Branco (AC), apresentado no dia 25 de agosto no Teatro de Arena
do SESC, foi uma “madeleine” proustiana. O pano de prato passadinho e com
bordado colorido que esvoaçava de forma delicada da cesta de Chapeuzinho
Vermelho (interpretada por Lázara dos Santos)
trouxe à lembrança uma cozinha típica, daquelas bem arrumadinhas, com panelas,
louças, toalhinhas e peças de biscuit para todo lado, onde há um fogão a lenha
rodeado pela vovó e por seus netos, com direito a chocolate quente e pinhão
assado na chapa. Enfeitando tudo isso, um belo pano de prato todo bordadinho,
pendurado no fogão – bordadinho como a história que está sendo contada pela
Vovó. Eis o retrato de uma vida campesina que está se tornando rara neste país.
Voltando ao espetáculo, mais do que uma metáfora, o bordado
do pano de prato foi a constatação de que se trata de uma bela e delicada
montagem focada (soube-se depois) em um público muito especial: crianças com
faixa etária a partir de três anos. Direto ao ponto: não se podia esperar outra
coisa de uma atriz/diretora tão talentosa e dedicada como Marília Bomfim.
Interessante notar que o Fetac em Cena 2013 programou
dois espetáculos baseados nessa história clássica um dia após o outro. Na noite
anterior (24), o grupo AE, de Cruzeiro do Sul (AC), apresentou “Contos de
Contos”, no mesmo espaço, com uma versão bastante livre e a inclusão de outras
narrativas. Já a montagem de Marília trouxe a história reescrita pelo
compositor Braguinha.
Segundo Maria Cristina Gomes Barbosa de Lima, na
dissertação de mestrado “Chapeuzinho Vermelho: a reescrita de Braguinha e Rubem
Alves” (Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, Juiz de Fora [MG], 2008), os
contos de fada eram concebidos, em meados do século XVII, como entretenimento
dos adultos e narrados em reuniões sociais, salas de fiar, nos campos “e em
outros ambientes onde eles se reuniam”. “Somente a partir do século XIX é que
se transformaram em literatura infantil. Muitas das preocupações que povoam a
mente das crianças são projetadas, inconscientemente, nos vários personagens da
história alimentados por conflitos e vivenciados pelas crianças no seu processo
de crescimento”, afirma ela, no estudo do conto originalmente escrito por
Charles Perrault e adaptado pelos Irmãos Grimm.
É sempre bom ver uma montagem que se propõe a recontar uma
história clássica utilizando soluções bastante imaginativas e que desafiam a
lógica semiótica do espetáculo. Desse ponto de vista, aliás, é bom lembrar que
absolutamente tudo o que aparece num espetáculo é um signo. Portanto, assim, de
cara, a primeira grande solução de Marília foi misturar linguagens: atores em
cena com manipulação de bonecos. Enquanto as relações entre esses dois
universos fica no registro dos diálogos, não há novidade alguma. Mas quando o
boneco da Vovó é pego pelo Lobo Mau, nessa interferência de um mundo no outro
ocorre um rompimento com o paradigma e, de resto, com a gramática e a semântica
do espetáculo. Estabelece-se, aí, um conflito que é extradiegético – ou seja, não
é parte intrínseca da “história” que está sendo contada. A fruição, aí, então,
é dupla, porque é tanto da forma quanto do conteúdo, e de quebra fica uma
situação “stand by” a se resolver. Mas não demora muito para isso acontecer: quase
no final da história, o boneco da Vovó volta ao seu cenário natural. Fecha-se,
assim, o círculo do teatro.
Outro grande momento foi a entrada da Caçadora (Ione Soares,
que também faz a manipulação dos fantoches da Mãe e da Vovó). A solução de ela
entrar com aquela matilha de cães de pelúcia pendurada na cintura é um achado
semiótico de grande resolução cênica. Só ficou faltando a atriz brincar de
manipular mais os cãezinhos, para deleite da criançada.
A mensagem subliminar para o público, notadamente para os
pimpolhinhos, é esta: no mundo da imaginação, pode tudo, e o teatro vira uma
grande brincadeira – o que, aliás, deve ser o grande barato de uma montagem
para crianças.
No mais, importante assinalar que é necessário repensar a
execução de músicas inteiras no espetáculo. Não se deve esquecer que tudo
aquilo que compõe uma montagem – figurino, adereços, sonoplastia, texto,
iluminação – deve estar a serviço do teatro, e não o contrário. Claro que é
importante mostrar as músicas para a criançada, mas, se for de alguns trechos,
apenas, o poder de sugestão a esse público difícil torna-se exponencial.
Dito isto, detalhes como, por exemplo, os excessivos
volteios de Chapeuzinho Vermelho ao som da clássica letra “Pela estrada
afora...”, de Braguinha, e a repetição das pequenas é ótimas coreografias do
Lobo Mau (Francisco Oliveira, o Tanaka) podem ser mais dosados. Outra sugestão é
equalizar melhor o volume do violão, pois isso pode comprometer a fala dos
atores (em certo momento, foi difícil escutar o que a Chapeuzinho falava).
No mais, é interessante notar ainda a adaptação da trilha
sonora para o tom cromático do repente e do cordel – outro achado –; e o uso de
material reciclável na máscara do Lobo Mau, uma ótima solução utilizada há anos
pelo grupo GPT, do qual Marília também faz parte (como não lembrar-se de “A
Menina e o Palhaço”, de 2001, em que ela e o ator/diretor Dinho Gonçalves
construíram todo o cenário e os adereços com lixo reciclável?). A pergunta é:
por que não fazer assim também em outras máscaras e adereços utilizados na
montagem?
Por último, é digna de nota com louvor a atuação de Tanaka
como o Lobo Mau. Como é gratificante ver um ator em idade madura em cena com essa
disponibilidade e generosidade. Como foi dito no debate após a apresentação, o
risco de Marília é ter de mudar o nome do espetáculo para “Lobo Mau”, tal é a
performance “rouba-cena’ de Tanaka. Essa foi, sem dúvida, uma das belas imagens
do Fetac em Cena 2013.
*Helcio Kovaleski é
ator, diretor, crítico de teatro e já fez trabalhos como dramaturgo e
dramaturgista. Natural de Ponta Grossa (PR), atualmente mora em Brasília (DF).
Foi um dos debatedores do Fetac em Cena 2013.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Escola Wilson Ribeiro
A equipe Ciranda de Leitura esteve hoje na escola Wilson Ribeiro, no Calafate.
A escola está realizando um lindo projeto de incentivo à leitura. Cada semana há uma apresentação artística e hoje foi a vez do Centro de Multimeios da SEME.
O tema da semana: "Contação de Histórias".
A equipe do Multimeios apresentou músicas infantis (brinquedos cantados), contou histórias e brincou de "disfeitera". A criançada fez a festa disputando versos!
Parabéns aos alunos professores e funcionários da Escola Wilson Ribeiro!!!
A escola está realizando um lindo projeto de incentivo à leitura. Cada semana há uma apresentação artística e hoje foi a vez do Centro de Multimeios da SEME.
O tema da semana: "Contação de Histórias".
A equipe do Multimeios apresentou músicas infantis (brinquedos cantados), contou histórias e brincou de "disfeitera". A criançada fez a festa disputando versos!
Parabéns aos alunos professores e funcionários da Escola Wilson Ribeiro!!!
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Feliz Dia dos Pais!
O Centro de Multimeios da Secretaria Municipal de Educação parabeniza todos os pais que trabalham com práticas educativas, culturais e artísticas.
Nossa sincera homenagem aos colegas que somam à responsabilidade de ser pai, o compromisso com o ttrabalho que realiza no Multimeios!
Desejo a Você:
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com os amigos
Viver sem inimigos
Filme na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Ouvir uma palavra amável
Ver a banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir não
Nem nunca, nem jamais
Nem adeus
Sarar de resfriado
Escrever um poema de amor
Tomar banho de cachoeira
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas com alegria
Uma tarde amena
Calçar um chinelo velho
Tocar violão para alguém
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Mais Livros!
A Biblioteca Pública Municipal de Rio Branco, localizada na sede do Centro de Multimeios da SEME, recebeu nesta semana acervo de Literatura Infantil e Infanto-Juvenil.
A Biblioteca foi contemplada pelo Programa de Ampliação e Atualização dos Acervos das Bibliotecas de Acesso Público, iniciativa da Fundação Biblioteca Nacional através de editais que beneficiarão todas as bibliotecas municipais, estaduais, comunitárias (urbanas e rurais) e os Pontos de Leitura inscritos no Cadastro Nacional de Bibliotecas, vinculado ao Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
Os livros já estão em processo de catalogação e em breve estarão a disposição do público.
Com certeza esta é uma notícia que merece ser comemorada tanto pelos usuários da Biblioteca, como pelos alunos e professores beneficiados pelos Projetos Brinquedoteca e Mala de Leitura!
Venha conhecer o novo acervo!
Venha conhecer o novo acervo!
Biblioteca Municipal de Rio Branco
Centro de Multimeios/SEME
Rua Alvorada, 492, Bosque. Rio Branco/AC
centrodemultimeiosseme@gmail.com
(068) 3223-3923
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